O dólar alcançou novamente o valor superior a R$ 5, e o mercado de ações apresentou queda no dia de hoje, marcado por um cenário externo desfavorável e o aumento da aversão ao risco diante de novas incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio.
A divisa dos Estados Unidos encerrou o dia com uma valorização de R$ 0,029 (+0,62%), sendo negociada a R$ 5,003. O Ibovespa, índice principal da bolsa brasileira, teve uma redução de 0,78%, fechando aos 191.378,43 pontos.
Após uma tendência de baixa durante a maior parte do dia, o dólar reverteu seu curso à tarde, acompanhando a busca global por ativos mais seguros. A mudança de trajetória ocorreu em resposta às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por autoridades iranianas, que geraram dúvidas sobre a manutenção de um possível acordo de paz.
Trump mencionou que o acordo com o Irã será fechado somente quando for considerado “adequado” para os interesses americanos, enquanto o governo iraniano adotou uma postura mais agressiva. Além disso, surgiram informações sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, aumentando a tensão no cenário internacional.
Dessa forma, o dólar à vista saiu da sua baixa de R$ 4,94, observada no início da tarde, para atingir o pico de R$ 5,018 por volta das 16h40, reduzindo sua alta no fim do dia. No mercado futuro, o contrato para maio teve um aumento de 0,74%.
No mercado internacional, o índice que avalia o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas também registrou alta, refletindo a mesma postura cautelosa.
Dados do Banco Central indicaram uma saída líquida de US$ 3,2 bilhões do país até 17 de abril, ampliando o fluxo negativo desde o início do conflito.
O Ibovespa acompanhou a tendência negativa dos mercados internacionais, encerrando em baixa, influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela queda nas bolsas de Nova York.
O índice oscilou entre 190.929 pontos no ponto mais baixo e 193.346 pontos no mais alto, com um volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.
O clima de maior risco foi intensificado depois de ações militares e estratégicas no Estreito de Ormuz, região crucial para o transporte global de petróleo. As apreensões de navios feitas pelo Irã e ameaças militares dos Estados Unidos aumentaram a preocupação entre os investidores.
O preço do petróleo teve um significativo aumento, impulsionado pelas crescentes tensões e receios acerca do fornecimento global do combustível.
O barril do tipo Brent, utilizado no mercado internacional, encerrou em US$ 105,07, apresentando uma alta de 3,1%. O WTI teve um acréscimo de 3,11%, alcançando US$ 95,85. Durante o dia, os preços chegaram a subir aproximadamente US$ 5 por barril.
O mercado reagiu a relatos de conflitos internos no Irã, ataques aéreos e à renúncia de um negociador fundamental nas negociações indiretas com os EUA. Além disso, o controle mais rígido do Irã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, aumentou os receios de interrupções no abastecimento.
A combinação de incerteza geopolítica, restrições no transporte marítimo e declarações conflitantes de autoridades mantém os mercados altamente voláteis.
*Fonte: Dados fornecidos pela agência Reuters
Fonte: Agência Brasil
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