O uso dos habitantes do Brasil em estabelecimentos comércio aumentou 1,92% no começo de 2026, segundo informações divulgadas hoje pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
No decorrer de março, o consumo cresceu 6,21% comparado a fevereiro. Já em relação a março do ano anterior, a evolução foi de 3,20%.
Todas as informações foram ajustadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e englobam todos os tipos de supermercados.
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DR com Demori: Pedro Rossi analisa dívida pública e controle fiscal“O aumento de março mostra tanto a compra antecipada para a Páscoa, celebrada no começo de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menos dias”, avalia a Abras.
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A entidade descreve que o desempenho também se deu por causa da entrada de recursos na economia. “Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, relata a organização.
Itens essenciais mais caros
O Abrasmercado, indicador que mede a alteração de preços de 35 produtos muito consumidos, teve aumento de 2,20% em março.
Nos meses anteriores, as mudanças tinham sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com esse resultado, o custo médio dos produtos subiu de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.
Entre os itens fundamentais, o maior aumento foi no feijão (+15,40%), seguido pelo leite de longa duração (+11,74%). No total do trimestre, o feijão aumentou 28,11%, enquanto o leite de longa duração subiu 6,80%.
Também tiveram aumento a massa para espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).
Na outra ponta, as maiores reduções entre os itens essenciais foram vistas no açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).
No grupo das proteínas, houve aumento nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte traseiro (+3,01%) quanto no dianteiro (+1,12%). Já o frango congelado (-1,33%) e o pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No total do trimestre, o corte traseiro da carne bovina aumentou 6,29%.
Nos alimentos frescos, os maiores aumentos foram no tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No total do trimestre, os aumentos chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, mostrando o impacto significativo da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

